domingo, 19 de abril de 2009

Impressão Digital


Os meus olhos são uns olhos. E é com esses olhos uns que eu vejo no mundo escolhos onde outros, com outros olhos, não vêem escolhos nenhuns.Quem diz escolhos diz flores. De tudo o mesmo se diz. Onde uns vêem lutos e dores uns outros descobrem cores do mais formoso matiz.
Nas ruas ou nas estradas onde passa tanta gente, uns vêem pedras pisadas, mas outros, gnomos e fadas num halo resplandecente.
Inútil seguir vizinhos, querer ser depois ou ser antes. Cada um é seus caminhos. Onde Sancho vê moinhos D. Quixote vê gigantes.
Vê moinhos? São moinhos. Vê gigantes? São gigantes.